quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Sempre a descer

Finalmente a tão falada vergonha na cara chegou aqui. A gravidez é uma desculpa tão boa como outra qualquer para aumentar de peso e eu usei e abusei dela para justificar os meus devaneios gastronómicos. Depois do nascimento do David as desculpas continuaram, desta vez com a amamentação. Nesta fase tive mesmo duas enfermeiras a proibirem-me de fazer qualquer tipo de dieta ou restrição que eu interpretei  da forma que mais me convinha e que era comer tudo o que me apetecesse.
Passados 10 meses, finalmente ganhei algum juízo e comecei a comer bem. Não estou a fazer dieta, apenas deixei de fazer asneiras todos os dias. E os primeiros resultados estão à vista, roupas que voltaram a servir, cintos que precisam de mais um furo para não ficarem a dançar e a balança que não mente. Ainda tenho um longo caminho pela frente mas com paciência e força de vontade chego lá. 
Afinal, se não tenho ossos largos, nem engordo com a água e não tenho problemas na tiróide só depende de mim atingir o peso ideal e melhorar a minha saúde.

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Budapeste

Budapeste é uma cidade bonita e com muita coisa para ver, no entanto o contraste com Viena foi um bocado difícil de ultrapassar. A viagem de comboio foi a primeira amostra daquilo que nos esperava, quando começamos a ver estações velhas e mal cuidadas, comboios que já deviam estar sossegadinhos num qualquer museu ou num ferro-velho e revisores que procuraram a todo o custo encontrar problemas com os nossos bilhetes. A estação em Budapeste era muito má, com muitos taxistas a oferecer os seus serviços mesmo à saída do comboio e muita gente prestável a querer levar as bagagens e trocar os nossos euros por forints. A cidade pareceu suja e poluída, a maior parte dos carros e autocarros já não deviam circular, muitos pedintes por todo o lado, muitos estabelecimentos comerciais de aspecto duvidoso. À medida que nos aproximávamos do nosso hotel a cidade ia mudando, ia ficando mais bonita, mais limpa e os edifícios mais imponentes. Mesmo assim senti um certo alívio ao entrar no hotel, pareceu-me uma espécie de oásis no meio de toda aquela confusão.
À medida que fomos visitando os monumentos e as zonas mais bonitas de Budapeste a primeira má impressão foi-se desfazendo, mas não completamente. Os monumentos e edifícios são impressionantes mas à medida que nos aproximamos vemos que estão mal cuidados e alguns têm mesmo avisos de perigo de derrocada. Os pedintes, sem-abrigo, bêbados e carteiristas estão por todo o lado e por isso é preciso estar sempre alerta (como em qualquer cidade grande). Não há acessos para deficientes e carrinhos de bebé em lado nenhum e andar com o David  foi uma aventura especialmente quando fomos à zona do castelo em Buda. Pelo menos o funicular tinha uma rampa mal amanhada e lá conseguimos subir e ver toda aquela zona. 
No fundo eu gostei da cidade, acho que a visita valeu a pena e recomendo a quem ainda não esteve cá. As fotos não enganam, há muita coisa bonita para visitar nesta cidade.









sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Em Viena mas de partida

Finalmente umas férias bem merecidas e as primeiras férias a sério com o David. Esta semana foi passada em Viena e tenho a dizer que foi uma excelente escolha. A cidade é lindíssima com monumentos impressionantes e cheia de história. 
A primeira viagem de avião do David correu muito bem, sem choros nem birras. Amanhã seguimos de comboio para Budapeste onde ficamos mais uma semana. Para já alguma fotos de Viena e em breve também de Budapeste.

 







sexta-feira, 22 de julho de 2011

Parabéns papá!

Hoje o papá do David comemora mais um aniversário. Há um ano atrás estávamos a ver o David numa ecografia 3D e hoje cá está ele a celebrar o aniversário do pai. 


domingo, 17 de julho de 2011

De um momento para o outro todas as preocupações e problemas do nosso dia-a-dia desapareceram. Só uma coisa importava, a saúde do David e a sua recuperação. A angústia e desespero que nos assolam nestes momentos são enormes, como nunca tinha sentido antes. O pior já passou e o David está de volta a casa, cheio de força e totalmente recuperado.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Quantos anos tens?

Este é sem dúvida alguma o país das bicicletas. Tudo se faz sobre duas rodas e desde o nascimento até à velhice, há sempre uma bicicleta que se adapta à nossa idade e estilo de vida. 

Este acessório é muito versátil (eu que o diga) e podem-se transportar crianças dos 0 até aos 2 ou 3 anos.

Triciclo que pode ser empurrado pelos pais e assim criar uma falsa sensação de independência. Usado por crianças entre 1 e 2 anos.

Uma das prendas esperadas quando se comemora o segundo aniversário é uma destas máquinas. Sem pedais mas também sem qualquer dependência de terceiros.


Com a chegada do equilíbrio e de mais destreza chega a primeira bicicleta a sério. Sinceramente não me lembro de ver miúdos a usar rodinhas, acho que eles nascem a saber andar de bicicleta.


Bicicleta de criança / pré adolescente.


Esta é a versão com mais longevidade, vai desde o início da adolescência até à chegada do primeiro filho. Depois de um interregno volta a ser usada novamente quando o filho mais novo já se move pelos próprios meios.

A típica bicicleta de mãe, dá para transportar duas crianças e ainda as compras. A sorte é que nesta terra tudo é plano.


E finalmente, depois de tanto pedalar chegou a altura de gozar a reforma.

terça-feira, 12 de julho de 2011

A caminho dos 9 meses

Os dois dentes de baixo da David vão ter companhia. Em cima não estão 2, nem 3 mas 4 dentes a nascer ao mesmo tempo. Ele tem-se portado bem tendo em conta a situação complicada e continua alegre a gatinhar pela casa toda. Não quer outra coisa, corre a sala toda atrás de nós, agarra tudo o que vê e bate com os brinquedos no chão para ouvir o barulho. Farta-se de falar numa língua desconhecida, puxa cabelos, orelhas, roupa, brincos, narizes, queixos, óculos e tudo o que consegue alcançar. Ri muito, observa com atenção o que fazemos para depois fazer também. Está a crescer depressa, muito depressa.