Era hoje o dia previsto para o parto mas o David preferiu surpreender-nos e nascer 3 semanas antes. Mas que bela surpresa e que boas que foram estas últimas semanas.
terça-feira, 9 de novembro de 2010
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Os cinco no Dragão
Eu sou portista e o pai é benfiquista mas o David vai ser livre para escolher o clube de futebol dele, sem lavagens cerebrais por parte de ninguém. Por vezes a escolha parece-me tão fácil e evidente.
PS: Se não voltar a escrever é porque o marido me deu uma sova ao chegar a casa.
domingo, 7 de novembro de 2010
A doula
Ainda bem que optamos por ter uma doula connosco, a tranquilidade e paz que ela transmitiu durante todo o trabalho de parto foi muito importante. Eu e o Nelson sabíamos toda a teoria mas depois na prática as coisas são mais difíceis.
Eu e a doula devíamos encontrar-nos ainda 2 vezes antes do parto para saber aquilo que eu queria, o que não queria, os meus medos os medos do Nelson. Como o David estava cheio de pressa não deu para nos encontramos mas mesmo assim resolvemos ligar-lhe quando as contracções começaram. Em casa ajudou-me com a respiração, a manter o controlo, explicou o que se estava a passar e o que iria acontecer, ajudou-me a mudar de posição, a andar, a deitar-me e descansar, ajudou o Nelson e explicou-lhe a melhor forma de me apoiar e deu-lhe o apoio que ele precisava.
No hospital esteve sempre connosco, falou com parteiras, médicos e enfermeiras Quando as contracções se tornaram demasiado fortes ajudou-me a respirar e tranquilizou o Nelson. Lembro-me bem da expressão dele enquanto eu lhe pedia ajuda, eu só queria que as dores terminassem mas sabia que ele nada podia fazer a não ser estar ao meu lado.
Fiquei deitada de lado para receber a epidural, virar-me foi das experiências mais dolorosas de todo o parto. A doula continuava a ajudar-me com a respiração mas nessa altura só via a minha mão na cara dela, era óbvio que eu não estava em condições de respirar tranquilamente e ela insistia naquilo. Ainda bem que insistiu.
Durante a expulsão mais respiração, mais apoio, agora muito mais calma. Apenas a ansiedade de sabermos que estávamos a poucos minutos de conhecer o David. Quando o David nasceu deu-nos o nosso espaço, deixou-nos chorar, olhar para o nosso filho. O Nelson cortou o cordão e ficamos ali, com uma felicidade que não se consegue explicar.
Sorrio sempre que me lembro do parto e isso é o mais importante.
sábado, 6 de novembro de 2010
Ainda tenho saudades
De toda a espécie de vinhos, cervejas, champanhes, espumantes, vinho do porto, licor e tudo o que contenha álcool.
Beber café como se fosse água.
Já tinha saudades
De sushi
De estar deitada de barriga para baixo
De comer fruta e saladas sem preocupações
De salmão fumado
De queijos creme
De conseguir calçar-me facilmente
De ter pés de tamanho proporcional ao resto do corpo
De estar deitada de barriga para baixo
De comer fruta e saladas sem preocupações
De salmão fumado
De queijos creme
De conseguir calçar-me facilmente
De ter pés de tamanho proporcional ao resto do corpo
quarta-feira, 3 de novembro de 2010
O parto - versão resumida
Quase 2 semanas após o parto consegui orientar-me e arranjar um tempinho para escrever outra vez. Não tem sido fácil, um bebé de 37 semanas requer cuidados extra e andamos muito cansados, cheios de sono mas muito felizes.
O parto do David foi rápido, no dia 21 pelas 6:00 acordei com uma sensação estranha, as águas tinham rebentado. Como as águas eram clarinhas decidimos esperar até às 8:00 para ligar às parteiras. Entretanto meia hora depois começam as primeiras contracções, primeiro a cada 7 minutos, depois a cada 5.
Ligamos para a parteira que veio aqui a casa pelas 9:00 e depois de me examinar viu que tinha uma dilatação de 1 ou 2 cms. Aconselhou-me a ficar em casa, tomar um duche quente, comer, descansar e ficou combinado voltaria às 12:00 para me observar novamente.
As contracções começaram a aumentar de intensidade até que pelas 11:00 já eram muito difíceis de suportar. Ligamos novamente à parteira que veio rapidamente e viu que estava já com 4 cms de dilatação. Perguntou-me se queria ir para o hospital e eu disse que sim. O hospital fica muito perto de casa, demoramos menos de 5 minutos a chegar lá, a parteira já estava à minha espera com a cadeira de rodas e levaram-me para um dos quartos. Falaram comigo sobre formas de aliviar as dores e prepararam-me um banho quente enquanto aguardava pela epidural ou outro tipo de anestesia. No início o banho foi muito bom e trouxe um alívio grande mas as contracções eram cada vez mais fortes e já não conseguia suportar mais as dores. Fui novamente examinada e tinha apenas 5 cms, a cabeça do bebé não estava na melhor posição e isso estava a provocar-me as dores tão fortes e uma vontade imensa de fazer força. Levaram-me rapidamente para outro andar para receber a epidural, a primeira tentativa falhou mas à segunda já correu melhor. Passados poucos minutos começou o alívio, finalmente podia ganhar forças para a fase de expulsão.
Fui examinada mais uma vez e estava já com a dilatação máxima, informaram-me que iriam retirar a epidural para sentir as contracções durante a expulsão. Tive medo que as dores voltassem mas a verdade é que senti apenas uma vontade enorme de fazer força e esta fase não doeu nada. Segui as instruções que me foram dadas a cada contracção e às 17:30 o David nasceu.
Apesar das dores, não consigo imaginar uma experiência melhor do que sentir o meu filho a nascer e recebe-lo nos meus braços. Ao meu lado tive sempre o meu marido que me apoiou durante o tempo todo e tratou de mim e do bebé. Este momento só fazia sentido com ele ao meu lado, eu ia tornar-me mãe e ele pai, a maior mudança nas nossas vidas.
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Parabéns a mim
Quase que nem me lembrava que hoje faço anos. Este ano o meu aniversário vai ser muito diferente, não vou ter tempo para festas nem para jantares com família e amigos mas recebi o melhor presente de sempre e vou poder partilhar este dia com os meus dois amores.
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