Mostrar mensagens com a etiqueta Gravidez. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Gravidez. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 9 de novembro de 2010

40 semanas

Era hoje o dia previsto para o parto mas o David preferiu surpreender-nos e nascer 3 semanas antes. Mas que bela surpresa e que boas que foram estas últimas semanas. 

domingo, 7 de novembro de 2010

A doula

Ainda bem que optamos por ter uma doula connosco, a tranquilidade e paz que ela transmitiu durante todo o trabalho de parto foi muito importante. Eu e o Nelson sabíamos toda a teoria mas depois na prática as coisas são mais difíceis. 
Eu e a doula devíamos encontrar-nos ainda 2 vezes antes do parto para saber aquilo que eu queria, o que não queria, os meus medos os medos do Nelson. Como o David estava cheio de pressa não deu para nos encontramos mas mesmo assim resolvemos ligar-lhe quando as contracções começaram. Em casa ajudou-me com a respiração, a manter o controlo, explicou o que se estava a passar e o que iria acontecer, ajudou-me a mudar de posição, a andar, a deitar-me e descansar, ajudou o Nelson e explicou-lhe a melhor forma de me apoiar e deu-lhe o apoio que ele precisava.
No hospital esteve sempre connosco, falou com parteiras, médicos e enfermeiras Quando as contracções se tornaram demasiado fortes ajudou-me a respirar e tranquilizou o Nelson. Lembro-me bem da expressão dele enquanto eu lhe pedia ajuda, eu só queria que as dores terminassem mas sabia que ele nada podia fazer a não ser estar ao meu lado.
Fiquei deitada de lado para receber a epidural, virar-me foi das experiências mais dolorosas de todo o parto. A doula continuava a ajudar-me com a respiração mas nessa altura só via a minha mão na cara dela, era óbvio que eu não estava em condições de respirar tranquilamente e ela insistia naquilo. Ainda bem que insistiu. 
Durante a expulsão mais respiração, mais apoio, agora muito mais calma. Apenas a ansiedade de sabermos que estávamos a poucos minutos de conhecer o David. Quando o David nasceu deu-nos o nosso espaço, deixou-nos chorar, olhar para o nosso filho. O Nelson cortou o cordão e ficamos ali, com uma felicidade que não se consegue explicar.
Sorrio sempre que me lembro do parto e isso é o mais importante. 

sábado, 6 de novembro de 2010

Ainda tenho saudades

De toda a espécie de vinhos, cervejas, champanhes, espumantes, vinho do porto, licor e tudo o que contenha álcool.
Beber café como se fosse água.

Já tinha saudades

De sushi
De estar deitada de barriga para baixo
De comer fruta e saladas sem preocupações
De salmão fumado
De queijos creme
De conseguir calçar-me facilmente
De ter pés de tamanho proporcional ao resto do corpo

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

O país dos gigantes

Em Portugal eu sou uma pessoa de estatura média, passo completamente despercebida no meio dos outros, não sou baixa nem alta. Aqui sou muito baixa, mesmo muito baixa. Estou sempre a ouvir piadas e na maior parte das vezes antecipo-me e faço eu própria as piadas, todos se riem e eu vou à minha vida.
Até agora a minha altura não me trouxe problemas mas há sempre uma primeira vez para tudo. Como a gravidez já passou das 37 semanas, tenho que ter a cama elevada de forma a que o colchão fique a cerca de 80cm do chão. Tudo isto para que a pessoa que me vem ajudar a seguir ao parto não fique com problemas nas costas quando se debruçar para prestar os cuidados necessários.
O problema é que 80cm é aproximadamente metade da minha altura e qualquer tipo de agilidade que eu tinha desapareceu no final da gravidez. Da combinação destes 2 factores resulta que não me consigo deitar na minha própria cama sem a ajuda de um degrauzinho normalmente usado por crianças.

Uma maravilha para a auto-estima, muito prático e seguro quando me levanto durante a noite e imagino que vai ser ainda mais espectacular depois do parto.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

It's the final countdown


E assim de repente cheguei às 37 semanas e 1 dia. Estou redonda e cansada, não sinto 3 dedos da mão direita há 2 semanas e o dedo médio da mão esquerda não dobra. As pernas duplicaram de tamanho e os pés continuam a inchar cada vez mais. Dormir é penoso, não há nenhuma posição confortável, tudo dói ao tentar virar e ainda por cima levanto-me a cada 2 ou 3 horas para ir à casa de banho. Mesmo com todos os problemas e desconfortos considero a gravidez uma experiência única e extraordinária. É um privilégio poder gerar uma vida e sentir o nosso filho a crescer, sentir os movimentos, falar com a barriga. Apesar das queixas todas acho que vou ter saudades da minha barriga.



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Post chato com conversa chata sobre partos

Mais uma consulta com as parteiras. O parto está cada vez mais próximo e já recebi algumas informações sobre as etapas e o desenrolar do parto. Na próxima semana temos que elevar a cama para que o colchão fique a 80cm do chão e proteger o colchão com uma cobertura impermeável própria e ainda umas toalhas. Foram-me dadas as indicações de quando ligar para as parteiras para que elas venham aqui a casa; 
- Se durante duas horas tiver contracções a cada 4/5 minutos, com a duração de um minuto.
- Se rebentarem as águas e tiverem uma cor esverdeada ou acastanhada.
Se as águas rebentarem durante a noite mas não tiverem cor ou se forem rosa clarinho só ligo na manhã seguinte.
As parteiras vêm então a casa, controlam a dilatação, monitorizam o bebé e indicam a altura correcta de ir para o hospital. O resto do parto decorre no hospital com acompanhamento das parteiras e se for necessário de obstetras.
Aqui espera-se pacientemente até às 41 semanas para que aconteça alguma coisa. Se às 41 semanas não houver sinais de parto e eu autorizar é feito o toque para tentar iniciar o parto. Se nada acontecer, o bebé é monitorizado diariamente no hospital com o CTG. No dia em que fizer as 42 semanas acaba-se o prazo e o parto é induzido. 

sábado, 9 de outubro de 2010

Falta um mês

Em teoria daqui a um mês o David está cá fora ou a tentar sair. Ainda não tenho as roupas todas lavadas e passadas, ainda me faltam comprar coisas para levar para o hospital e quase nas 36 semanas estou a ficar nervosa com a possibilidade de acontecer qualquer coisa e não ter tudo preparado.
Para além das coisas normais para tratar ainda tenho as coisas que só aqui é que são necessárias; escolher e encomendar os postais de nascimento, comprar os enfeites para a casa, comprar muisjes e tostas para oferecer às visitas, pedir umas peças de metal para elevar a cama (o colchão tem que estar a 80cm do chão por causa das costas das pessoas que me vêm ajudar na primeira semana), decidir se quero ou não uma Doula, fazer o plano de parto.
Espero que ele se aguente por aqui até à data prevista, ainda tenho tantas coisas para fazer e tão pouco tempo.

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Acabou-se o trabalho

Ontem durante uma das consultas de rotina descobri que a tensão está a subir e fui proibida de trabalhar. Agora tenho muitas análises para fazer, controlos regulares de tensão e urina e muito descanso com uma sesta obrigatória todos os dias. Dependendo do resultado das análises posso até ser consultada por um médico em vez de uma parteira.
Não há milagres, o trabalho estava a ser demasiado com um projecto novo gigantesco e prazos completamente absurdos. Felizmente esse stress acabou, as sestas estão a ser cumpridas à risca, muito descanso e muitos mimos do marido. Agora é esperar que o Senhor David não decida sair antes do tempo e que o descanso ajude a normalizar a tensão.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Doula

A Doula é uma profissional especializada em dar apoio físico e psicológico ao casal, em especial à mãe, durante o parto. Quando vi isto pela primeira vez pareceu-me um bocado parvo mas com o passar do tempo e com a barriga que não para de crescer comecei a pensar mais e mais na hipótese de termos uma Doula connosco durante o parto. 
Por mais feliz que esteja com a chegada de um filho a verdade é que tenho muito medo do parto, principalmente porque não sei o que esperar. Nunca passei por isso, o marido sabe tanto como eu sobre estas coisas, não sei como são as dores, não sei se vou ter complicações, estamos sozinhos num país estrangeiro em que não dominamos a língua, a mentalidade de toda a gente em relação à gravidez e ao parto é muito diferente da portuguesa. Por tudo isto acho que a presença de uma pessoa que nos guie e nos dê apoio durante o parto vai trazer pelo menos alguma serenidade. 
Há vários estudos que mostram que a presença de uma Doula ajuda a evolução de forma mais rápida e tranquila do parto, há menos recurso a anestesias, menos necessidade de forceps e ventosas, menos ocorrências de cesarianas e no fim uma maior satisfação por parte da mulher com toda a experiência do parto.
Na próxima semana vamos falar com uma Doula e decidir se vale a pena e se queremos ou não a presença dela.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Trocos

Durante a visita ao hospital explicaram-nos que para usar uma cadeira de rodas precisamos de ter trocos, porque aquilo tem um sistema igual ao dos carrinhos de supermercado. No final da visita cada pessoa recebeu um extraordinário presente que consiste numa moedinha de metal com uma corrente para prender no porta-chaves. Assim a moeda estará disponível quando chegar a altura. 

Visita ao hospital

Quase todos os meses são organizadas sessões de esclarecimento no hospital para futuros pais que incluem também uma visita à zona onde se realizam os partos. Lá fomos nós esta semana assistir a uma dessas sessões, como aquilo foi tudo em holandês metade da informação ficou pelo caminho mas deu para perceber a maior parte das coisas. Estavam presentes obstetras, enfermeiras-parteiras, pediatras e outros especialistas que depois de uma apresentação respondiam a questões.
Fiquei a saber que os obstetras trabalham apenas nos dias úteis das 9h às 17h mas vivem todos perto do hospital e conseguem chegar lá rapidamente. Também fiquei a saber que durante o parto há sempre a possibilidade de os enfermeiros ou a parteira enviarem resultados de análises e exames para casa dos senhores doutores e eles decidem se é preciso deslocarem-se ao hospital ou não. Tenho sempre a possibilidade de receber anestesia, tenho à minha disposição a epidural e uma coisa com um botãozinho em que eu controlo a anestesia em função das dores.
Depois disto lá fomos ver as salas onde são feitos os partos e aquilo parece mais um hotel do que um hospital. Quarto individual com casa de banho, incluindo chuveiro. A cama não parece nada ameaçadora, não tem coisas estranhas em metal nem nada de particularmente assustador, tem uma zona para dar banho e vestir o bebé, tem um frigorífico, televisão e internet, uma pequena secretária, e um sofá cama para o pai da criança passar a noite. Temos ainda acesso a bolas e bancos próprios para o parto para que cada pessoa possa escolher aquilo que a faz sentir melhor.
As condições parecem-me boas, o pessoal médico embora não esteja presente durante o parto aparece assim que houver alguma coisa fora do normal, o pai está sempre ali ao lado e o bebé fica o tempo todo junto a nós. Resta agora esperar que corra tudo dentro do normal, sem problemas e sem grandes surpresas.

sábado, 28 de agosto de 2010

Kraampakket

A semana passada recebi o meu Kraampakket, o primeiro sinal que o grande dia está próximo. Trata-se de uma espécie de cabaz de parto, com tudo aquilo que eu necessito para a primeira fase do parto aqui em casa, antes de ser autorizada a ir para o hospital.
Então vamos lá ver o cabaz:

Boneco para o David, pinça para o cordão umbilical, luvas descartáveis, gazes esterilizadas e cuecas descartáveis



Protecção para o colchão, algodão, álcool e gel desinfectante para as mãos.

Mais gazes esterilizadas, 2 tipos diferentes de protecção para o colchão, pensos gigantes e um DVD de lavagem cerebral sobre amamentação.

Intriga-me a quantidade de protecções para o colchão, os 6 pares de luvas descartáveis e em especial os pensos XXL. Medo, muito medo.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Sem inspiração

Ainda estou por aqui mas pouco inspirada para escrever. A barriga continua a crescer a uma velocidade espantosa, o miúdo farta-se de mexer e dar pontapés, os pés estão com um tamanho aceitável, arrasto-me a andar mas de bicicleta ninguém me apanha, todas as noites acordo no mínimo 3 vezes para ir à casa de banho.
Estamos de 29 semanas e tenho mais 7 semanas de trabalho pela frente. O quarto está pronto, tenho já muitas roupas mas ainda há muita coisa para comprar. Comecei o curso de preparação para o parto que me consegue elevar os níveis de ansiedade com todas aquelas descrições pormenorizadas de dilatações, contracções e dores. Recebi uma caixa do meu seguro de saúde com material para o parto com coisas assustadoras lá dentro. Como em teoria ainda temos 11 semanas decidimos que seria uma boa ideia fazer grandes obras em casa, assim decidimos renovar completamente o jardim e ampliar o último andar. 
Prometo escrever com mais frequência, quer-me parecer que agora na recta final vou ter muito que contar.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

De volta ao trabalho


Depois de duas semanas sem fazer nada para além de passear, ir à praia ou à piscina e apanhar sol, eis que chega o dia do regresso ao trabalho. Haverá alguma coisa melhor do que sabermos que somos indivíduos responsáveis, com empregos intelectualmente estimulantes e que com o seu trabalho contribuem para uma sociedade melhor? Sim, há várias coisas melhores, uma delas assim mais óbvia seria continuar de férias por mais uns tempos. 

Vão ser mais 2 meses de trabalho, se tudo correr como previsto. E serão dois meses intensos em que é preciso distribuir e delegar tarefas, documentar, planear e trabalhar no duro. Quase nas 27 semanas de gravidez, a energia não é assim muita, a barriga não deixa dormir bem, os pés inchados são um incómodo extra, a azia não dá tréguas e prevejo dois longos meses pela frente.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

O corpo humano

O corpo humano é maravilhoso, a gravidez é também maravilhosa, é o milagre da vida e isso tudo. Tá tudo certo mas para que serve o inchaço nos pés durante a gravidez? Os sapatos que eu trouxe comigo foram substituídos por uns chinelos, porque já não há maneira de aquilo me entrar nos pés. Com o calor que aqui está bebo litros de água e parece que os vejo a escorrer directamente para os pés. Isto aliado ao meu andar à pinguim por causa da barriga transforma-se num espectáculo de luz e cor digno de ser visto.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

David na Grécia

David Silva encontra-se neste momento na Grécia, na companhia dos seus pais, onde irá celebrar as suas 26 semanas de existência. Aqui estão alguns dos momentos mais importantes da sua viagem até agora:

Primeira viagem de avião



Vista de Kos



Plátano de Hipócrates



Asclepieion



Coisas antigas em pedra de grande valor histórico



Bodrum - Turquia

terça-feira, 27 de julho de 2010

David Silva às 25 semanas

Completamente obcecado pelas próprias mãos, que insiste em manter à frente da cara, mede cerca de 36 centímetros e pesa 680 gramas. Isto significa que é ligeiramente mais alto que um bebé holandês médio (!??) e que o peso é normal. Prevê-se que nasça com 53 centímetros e 3,5 kg, se tudo correr como esperado. 

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Update: Lista de sintomas

Durante estes 5 meses de gravidez os sintomas têm-se alterado constantemente. No início eram os enjoos e algumas dores, passei para a comichão e pele seca, unhas que não param de crescer, cabelo que não para de cair mas que está muito brilhante. Depois vieram as tonturas, nada bom quando todos os dias se tem umas quantas scrum meetings em pé que em teoria deviam ser reuniões curtas. 
Agora apareceram mais uns quantos:
- Pés inchados: lindos numas sandálias ou sabrinas
- Apetite: Passei para o modo ceifeira-debulhadora, constantemente com fome
- Dores nas costas: Um clássico agravado pela barriga. No trabalho já tenho cadeira especial e apoio para os pés todo xpto. Ainda tenho um relatório do "health advisor" do trabalho que basicamente me obriga a trabalhar menos tempo e a fazer pausas regulares.
- Ressonar: Apenas calúnias de gente mal intencionada que quer à força denegrir a minha imagem.


Quem é que mexeu no termóstato?

As temperaturas têm estado muito altas por aqui e custa muito a aguentar mesmo para quem não se encontra em estado de graça. No meu caso a gravidez mexeu no meu termóstato e agora estou sempre com calor, mesmo no escritório com o ar condicionado e rodeada de gente com um casaquinho ou uma camisolinha de malha. 
Há no entanto um indivíduo lá no trabalho, que até há pouco tempo me parecia só estranho, que pelos vistos sofre de afrontamentos ou coisa parecida. O caso é tão grave que mesmo durante o Inverno ele não abdica do estilo trolha/camionista com camisolas de cavas, incluindo uma com buraquinhos que o pessoal mais velho em Portugal usa como camisola interior. Agora no verão, como a quase total ausência de roupa não é suficiente para combater o calor tem ainda uma ventoinha na secretária.
Eu acho que devemos aprender sempre com quem tem mais experiência e parece-me que vou fazer o mesmo e arranjar uma ventoinha para o escritório. Nas últimas semanas pareço uma espanhola sempre a abanar-me, não com leques mas com papéis ou aquilo que estiver mais à mão.